O erro de se viver incessantemente para achar um Relacionamento Amoroso

O que vejo normalmente é a ideia de que só poderemos ser felizes quando alcançarmos nossas metas, quando chegarmos “lá”, quando toda as gavetas da nossa vida estiverem arrumadas.

Mas quer saber uma verdade? Nossas gavetas nunca estarão totalmente arrumadas! Isso porque a vida não é um armário, não é algo estável, parado ali, em um lado do nosso quarto, esperando alguém chegar pra colocar uma peça de roupa dobradinha.

A vida é gente, é grito, é calma, é confusão, é mudança, às vezes é certeza, às vezes é dúvida, às vezes contentamento, às vezes solidão. A vida é feita por pessoas e elas são diferentes entre si, elas são diferentes em diferentes dias. Olhe o seu próprio caso: às vezes está animada e de repente se desanima, às vezes está com paciência e tem dias que é pavio curto. Somos assim! Sentimos amor e ao mesmo tempo raiva. Sim, é possível ter mais de um sentimento ao mesmo tempo.

Por isso, como querer que a vida seja essa coisa certinha, sempre controlável e previsível?

Quando criança idealizava uma série de situações. Era como se tivesse criado uma foto mental de cada área da minha vida (uma foto de cada gaveta arrumada).

Na vida profissional, pessoal e financeira estabelecia um padrão.

Daí fui crescendo, os anos se passando e vendo que muitas vezes aquela foto ficava cada vez mais inalcançável. O que acarretava? Angústia, ansiedade e sentimento de baixa autoestima, sentia que não era “boa” ou competente suficiente para alcançar meus objetivos.

Porém, com o tempo fui percebendo que precisava viver menos o futuro e passar a estar mais no presente, no aqui e agora de cada situação. Daí as coisas começaram a mudar: comecei a perceber, a sentir mais a mim mesma e perceber que muitas coisas que idealizava não correspondiam àquilo que precisava e queria de verdade. O que mudou?

A jornada, o caminho passou a ser vivido com mais plenitude. Fui passando a ser grata pelo que vivia e meu estado psíquico e emocional começou a ser outro.

Via que poderia fazer planos e ter projetos sim, mas sem ficar presa àquela foto mental que desperdiçava uma série de novas possibilidades e descobertas.

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Vejo muito esse aspecto da “foto mental” em relação ao desejo de ter um relacionamento amoroso. Percebo que muitas pessoas começam a idealizar um “felizes para sempre” desde a infância, criando como alvo de vida bem sucedida “ter alguém”. Assim, deixa de viver o aqui e agora da relação ou o aqui e agora de sua própria vida. Acaba pulando etapas pra chegar logo ao objetivo, que é casar ou ter um relacionamento “sério”.

Quando está sem conhecer ninguém sente-se angustiada(o) e vive em função de achar (ou ser achada) por outra pessoa.

Quando conhece alguém não se concentra nos momentos com essa pessoa e pensa apenas que o outro é a chance de atingir “a meta”. Daí nem conhece verdadeiramente a pessoa e muitas vezes entra em um relacionamento que é nocivo e prejudicial.

Por isso, olhe para o que tem hoje na sua vida, viva as relações que já possui (de amizade e familiares, inclusive) e concentre-se menos nas idealizações e mais no aqui e agora de cada momento de sua vida. Viver assim te auxiliará a se autoconhecer, a fazer escolhas mais assertivas, a ter menos ansiedade e a ser mais FELIZ com o que já possui!

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Afinal, a vida NÃO é uma gaveta. Você NÃO é um móvel.

Somos gente! Somos vivos!

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