A Teoria do Apego

O Início de Tudo – TEORIA DO APEGO

Ainda nos primeiros anos de nossa vida estabelecemos algum tipo de interação humana, essas relações acontecem com os nossos pais ou principais cuidadores(avós, por exemplo). Começamos ainda bebês a criar configurações mentais e emocionais daquilo que é amor, começamos a experimentar o afeto ou o não afeto e isso, de alguma forma, nos impacta.

Entender melhor essas experiências precoces nos auxiliará na compreensão da dinâmica psíquica que cada um de nós tem ao se relacionar amorosamente. Assim, mostrarei a Teoria do Apego, formulada nos anos 50 e que vem sendo até hoje estudada e testada no intuito de cada vez mais confirmar que as primeiras experiências afetivas vividas na infância e ao longo dos anos influencia na forma que as informações afetivas e cognitivas serão processadas e utilizadas pela pessoa nas novas situações da vida.

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John Bowbby, psicólogo que formulou essa teoria, percebeu que o bebê já nasce com uma necessidade de estabelecer vínculo com uma pessoa de referência, uma figura principal (que pode ser a mãe ou um cuidador que passe a maior parte do tempo com a criança). O bebê vai buscar segurança e proteção nessa figura principal. O bebê estabelece vínculo com outras pessoas, porém, essas são figuras secundárias de afeto.


De acordo com J. Bowlby, as experiências ainda nos primeiros anos de vida com o cuidador primário vão construindo aos poucos o que no futuro serão as expectativas sobre si mesmo, sobre os outros e sobre o mundo em geral. Essas vivências emocionais tem implicações importantes na personalidade em desenvolvimento. Fatores temperamentais e genéticos também influenciam nesse processo.

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Outra psicóloga, chamada Mary Ainswort, colaborou com Bowlby realizando experiências com crianças para observar e classificar padrões de apego. Essa experiência – chamada “A situação do Estranho”- funcionou assim: A mãe e a criança ficavam em uma sala com vários brinquedos. Era dado algum tempo para que a criança brincasse e explorasse os brinquedos. Ainda na presença da mãe, entrava um estranho que tentava interagir com a criança.


Pouco depois a mãe saia e deixava a criança sozinha com o estranho. Depois de três minutos a mãe voltava e o estranho saia. Em seguida a mãe saia e deixava a criança sozinha. Depois de três minutos o estranho entrava e tentava consolar a criança.
A finalidade era observar padrões no estilo de apego das crianças. Estudos longitudinais diversos (FONAGY, 1999) têm demonstrado que o modelo funcional de apego desenvolvido na fase infantil tende a se repetir ao longo da vida. 

Portanto, os princípios fundamentais desses padrões de apego podem ser aplicados à vida adulta. Assim, falarei no próximo texto (Parte 2- Onde tudo começou) desses padrões apresentados ainda nos primeiros anos de vida (resultado da “Experiência do Estranho”) e relacioná-los com a fase adulta, especificamente com a dinâmica no RELACIONAMENTO AMOROSO.

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Luciane Lima – Psicóloga

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